As cheias que assolam o país devastaram cerca de 166.308,31 hectares de culturas agrícolas, dos quais, 74.769,59 foram totalmente perdidas, afectando 115,092 agricultores.
No sector pecuário, Moçambique registou até então a morte de cerca de 64.743 cabeças de gado, bovino, caprino e aves, situação que poderá disparar nos próximos dias, aumentando o índice de fome e agravando ainda mais os níveis de desnutrição.
Os eventos climáticos extremos, registados nos últimos 15 dias têm causado perdas significativas de sementes nativas, comprometendo a produção da próxima campanha agrária, o resgate e estabelecimento de banco de sementes locais.
Dados avançados pelo governo indicam que Moçambique registou pelo menos 124 mortes, número que se agravou devido as chuvas intensas e descargas das barragens, que assolam o país desde o início da época chuvosa que se estende até o mês de Março. Esta situação poderá agravar-se ainda mais devido a época ciclónica que se avizinha.
O cenário actualmente vivido no país vai acarretar ainda mais a falta de alimentos, afectando a nutrição das comunidades rurais, que dependem principalmente da agricultura para a sua subsistência.
Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) referem 154.472 famílias foram afectadas que na sequência destas cheias.
O boletim divulgado pelo INGD aponta ainda que 723.532 pessoas afectadas, das quais 106.053 encontram-se nos centros de acomodação.