A União Nacional de Camponeses (UNAC) participa neste momento da segunda conferência internacional sobre reforma agrária na Colômbia, um fórum global que visa discutir sobre os desafios que limitam o desenvolvimento rural, o acesso à terra, a transformação dos sistemas agroalimentares e a adaptação às mudanças climáticas.
Neste espaço, discute-se a importância do acesso equitativo à terra, sustentabilidade contra mudanças climáticas, protecção contra ociosidade de terras e a implementação de direitos para camponeses e povos indígenas.
O evento que iniciou nesta terça-feira (24) e decorre até sábado (28), em Cartagena, na Colômbia, tem como foco a justiça social, soberania alimentar e o fortalecimento da agricultura familiar.
Durante o encontro, destacou-se a necessidade de haver uma reforma agrária política e integral que reconhece as diversas realidades do mundo e coloca o controle sobre a terra, a água e os territórios nas mãos daqueles que os trabalham e protegem os recursos.
Na visão dos movimentos sociais, camponeses e povos indígenas a reforma agrária deve ter como base quatro eixos fundamentais: restituição, redistribuição, reconhecimento e regulação- ao mesmo tempo em que avançaram em novas dimensões: reparação, representação, recursos e revolução.
Participam deste fórum 70 países representantes de organizações campesinas e movimentos sociais da África (UNAC-Moçambique) América Latina, e Ásia.