
Sacudir a poeira e dar a volta por cima, transformando experiências negativas em superação, principalmente depois de uma queda como a de Josina Nohumale, é o sonho de tudo mundo.
Josina sobrevive da agricultura, através desta actividade construiu sua casa e assegura a subsistência da sua família. Mas, devido aos eventos climáticos extremos assistidos nos últimos anos, ela viu sua casa destruída pela fúria do vento registado em janeiro do ano em curso, no povoado de Invinha, distrito de Gúruè.
Josina tem sonhos por concretizar, mas, de todos eles destaca-se um: “reconstruir a minha casa”, infraestrutura danificada parcialmente pelo vento.
Nohumale é uma mulher camponesa, que vive maritalmente e tem seis filhos, destes, quatro já em idade escolar, e frequentam entre 1ª à 8ª classes.
Há 18 anos decidiu juntar-se à 7 de Abril, uma associação agrícola filiada à União Distrital de Camponeses de Gúruè, na província da Zambézia, agremiação onde faz parte até então.
Ser membro do movimento de camponeses abriu-lhe oportunidades de participar em formações sobre agroecologia, produção usando sementes nativas ou locais, iniciativa que capacita produtores rurais a apostarem em práticas sustentáveis, soberania alimentar e de sementes, e produção local.
Josina está actualmente a produzir “Mapira Rotxolo”, uma variedade local recuperada no quadro do projecto “Resgate, Multiplicação e Distribuição de sementes nativas, cujo objectivo é de recuperar, distribuir e estabelecer bancos de sementes nativas.
Além de mapira, Nohumale produz milho, arroz, batata doce, feijão Nhemba e hortícolas, ela possui quatro hectares de terra para produção agrícola, e conta com o apoio da sua família para as actividades do dia-a-dia.