Afim de comercializar, a União Distrital de Camponeses de Gúruè juntou mais de 360 toneladas de milho e feijão-nhemba, uma actividade que envolveu pelo menos cerca de 80 associações filiadas ao movimento.
A acção surge em resposta à negociação e definição de preços feita entre os produtores e representantes do Programa Mundial de Alimentação (PMA), acto que foi testemunhado pela Alimentação e da Associação de Apoio ao Desenvolvimento (NANA).
Este modelo de comercialização colectiva foi esboçado para responder à procura formulada pela PMA para suprirem suas necessidades, uma iniciativa crucial para a articulação entre produtores e potenciais consumidores
O gesto demonstra a força do associativismo, pilar estratégico para o desenvolvimento comunitário e no empoderamento das famílias camponesas que tem na agricultura a sua principal base de subsistência.
A quantidade de toneladas de grãos de feijão- nhemba e milho a comercializar demonstra o potencial da agricultura familiar e das comunidades rurais para a geração de rendimento e garantia da soberania alimentar.